Os Estados Unidos são considerados a principal potência mundial, mas esse posto foi conquistado ao longo de um processo histórico marcado por guerras, economia e diplomacia. No entanto, curiosamente, essa liderança vem sendo, cada vez mais, questionada pelo crescimento de outras potências, como a China. A Primeira Guerra Mundial foi o primeiro passo. Embora tenha se mantido neutro no início, o país entrou no conflito em 1917, após ataques a seus navios e a revelação do Telegrama Zimmermann, em que a Alemanha sugeria ao México uma aliança contra os EUA.

A mobilização de milhões de soldados e o fornecimento de alimentos, armas e combustível ajudaram a garantir a vitória dos Aliados. O presidente Woodrow Wilson ainda ganhou destaque internacional com os “14 Pontos”, mas o Congresso manteve o país em posição isolacionista na década de 1920.A virada definitiva veio após a Segunda Guerra Mundial, pois, enquanto a Europa estava devastada, os EUA saíram fortalecidos, ampliaram seu mercado e lançaram o Plano Marshall, financiando a reconstrução europeia. Ao mesmo tempo, consolidaram seu poder militar e expandiram sua influência política e cultural.

Joseph Stalin, Harry S. Truman e Winston Churchill em Potsdam, em julho de 1945. Com esse novo poder, os EUA passaram a defender o capitalismo, a democracia liberal e a economia de mercado como modelos ideais de organização social.

No entanto, essa visão entrou diretamente em choque com a União Soviética (URSS), que defendia o socialismo, a economia planificada e um Estado altamente centralizado.

As diferenças entre os dois países, antes encobertas pelo inimigo comum — o nazismo — tornaram-se evidentes após a guerra. Esse período ficou marcado por conflitos territoriais indiretos, como a Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã, e pela intensa corrida espacial, simbolizada pela competição para lançar satélites, enviar humanos ao espaço e chegar à Lua.

Nos anos 1980, a URSS enfrentou crises econômicas profundas, alto gasto militar e pressão interna por mudanças. As reformas de Gorbachev — Perestroika e Glasnost — não impediram o enfraquecimento do bloco socialista. Em 1991, a União Soviética foi oficialmente dissolvida, encerrando décadas de rivalidade.

Com o colapso soviético, os Estados Unidos se firmaram como a única superpotência mundial, liderando a economia global, a política internacional e o desenvolvimento tecnológico no final do século XX.

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