TECENDO UMA HISTÓRIA DE TRABALHO, INOVAÇÃO E PROSPERIDADE NO INTERIOR PAULISTA
A cidade de Americana nasceu no século XIX. A região era parte da Fazenda Machado, local com terras férteis e localizado em um ponto estratégico, perto da Estrada de Ferro Paulista. Em 1866, foi construída a Estação de Santa Bárbara, que depois se tornou o núcleo da cidade.
A CHEGADA DOS CONFEDERADOS
O nome Americana tem uma história curiosa:
Depois da Guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861–1865), muitas famílias sulistas, derrotadas, não aceitaram as mudanças sociais, como o fim da escravidão. Alguns decidiram emigrar e um grupo deles veio para o interior de São Paulo. Esses imigrantes ficaram conhecidos como confederados e trouxeram novas técnicas agrícolas, principalmente o algodão, que se tornou importantíssimo para a economia local, recebendo, por isso, a cidade o apelido de “Princesa Tecelã”.
INDUSTRIALIZAÇÃO
No final do século XIX e início do século XX, o cultivo de algodão fez surgir as primeiras fábricas de tecidos. Americana, então, destacou-se como um polo têxtil, recebendo imigrantes italianos, alemães e outros grupos que ajudaram a impulsionar a economia.
CRESCIMENTO DE AMERICANA
- 1924 – Americana foi elevada à categoria de Município, separando-se de Santa Bárbara d’Oeste.
Décadas seguintes, a cidade continuou crescendo fortemente indústria têxtil e depois diversificação para outros setores, como metalurgia, química, etc. Hoje é reconhecida como uma das cidades mais desenvolvidas da Região Metropolitana de Campinas.
CULTURA E TRADIÇÃO
Um marco cultural na cidade é o Cemitério dos Americanos, onde estão enterrados descendentes daqueles confederados. Todo ano acontece a Festa Confederada, com trajes típicos, comidas, música e dança, preservando essa herança. Também tem a tradição de rodeio, como a Festa do Peão de Americana, uma das maiores do Brasil, que chega a receber pouco mais de 250 mil pessoas durante as duas semanas do evento.
A BASÍLICA DE SANTO ANTÔNIO
A Basílica de Santo Antônio de Americana foi construída a partir de 1950, por iniciativa do Monsenhor Nazareno Magi, para suprir a necessidade de um templo maior do que a “Matriz Velha”, fundada por imigrantes italianos no final do século XIX. A construção durou 27 anos e foi concluída em 1977, tornando-se a Matriz Nova da cidade e, em 2014, foi elevada à condição de Basílica Menor pelo Papa Francisco.